Sobre o processo
As cerimônias realizadas na Toca do Dragão são experiências de cuidado e investigação interior que integram o uso tradicional de plantas mestres com práticas de escuta, silêncio, presença e acompanhamento atento.
Os encontros são organizados para oferecer um ambiente seguro, contido e respeitoso, favorecendo uma vivência introspectiva. Elementos como música, som e organização do espaço são utilizados como apoio, e não como estímulo, acompanhando o processo individual de cada participante.
As cerimônias não têm como finalidade conduzir experiências específicas, provocar estados desejados ou prometer resultados. Cada pessoa é convidada a atravessar a experiência a partir do próprio ritmo, limites e responsabilidade.
Natureza da experiência
As cerimônias podem favorecer processos de observação profunda do corpo, das emoções e dos conteúdos psíquicos que emergem no encontro com as plantas. Muitas pessoas relatam vivências de clareza, contato com memórias, emoções ou aspectos da própria história, assim como momentos de silêncio, repouso ou integração.
Não se trata de um procedimento terapêutico, diagnóstico ou curativo, mas de uma experiência de autoconhecimento, escuta e presença, que pode reverberar de formas diferentes para cada participante, ao longo do tempo.
Para quem é indicado
As cerimônias são indicadas para pessoas adultas que se encontrem em um momento de investigação pessoal e que se sintam chamadas a vivenciar essa experiência de forma consciente, responsável e voluntária.
Não são apresentadas como tratamento para doenças físicas ou psíquicas, nem substituem acompanhamento médico, psicológico ou psiquiátrico. Pessoas com condições específicas de saúde ou em uso de medicação passam por avaliação prévia para verificar a possibilidade de participação.
A decisão de participar deve ser tomada com discernimento, respeitando os próprios limites e o momento de vida.
Plantas mestres
As plantas mestres são medicinas tradicionais utilizadas por diferentes povos como apoio em processos de cuidado, observação da consciência e relação com a natureza.
Ayahuasca
A ayahuasca é uma bebida tradicional preparada a partir do cipó Banisteriopsis caapi e das folhas de Psychotria viridis. Seu uso, em contexto ritual, pode favorecer estados ampliados de percepção e processos profundos de introspecção, variando conforme cada pessoa e momento.
Sananga
A sananga é um colírio tradicional feito a partir de raízes e cascas de plantas amazônicas. Seu uso é opcional e ocorre de forma consciente e acompanhada. É tradicionalmente associada a processos de foco, clareza e atenção, podendo provocar sensações físicas intensas e transitórias.
Rapé
O rapé é um preparado tradicional à base de tabaco amazônico e outras plantas, utilizado de forma ritual. Seu uso pode favorecer centramento, presença e enraizamento no momento presente, sendo oferecido com cuidado e consentimento.
Cada cerimônia é um espaço de encontro e responsabilidade. As plantas não são tratadas como solução, cura ou fim em si mesmas, mas como aliadas dentro de um campo de escuta, ética e presença.
As experiências são singulares e não previsíveis. O cuidado começa no respeito ao corpo, à consciência e aos limites de cada pessoa.