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Artigos O Castelo de Bran – O famoso castelo do Conde Drácula

O Castelo de Bran – O famoso castelo do Conde Drácula

Estamos dando inicio a uma série de artigos sobre Castelos, onde iremos apresentar o castelos mais famosos da europa.
Para começar, escolhemos um castelo que desperta a curiosidade de muitas pessoas, principalmente por suas lendas, a grande maioria delas inspiradas por um ilustre personagem da literatura, O Conde Drácula.

 

O Castelo de Bran

Castelo de BranO Castelo de Bran, fica localizado próximo de Bran (na vizinhança da cidade de Brasov, no condado com o mesmo nome), é um monumento nacional e marco histórico da Roménia. A fortaleza situa-se na fronteira entre a Transilvânia e a Valáquia, pela estrada 73, encravado na floresta no sopé dos Cárpatos. O castelo é mais conhecido como o “Castelo do Drácula” (embora seja um entre vários locais ligados à lenda de Drácula, incluindo Castelo Poenari e Castelo Hunyad), é tido como a residência do personagem que dá título ao Drácula de Bram Stoker (escritor irlandês), obra que conduziu à persistência do mito de que este castelo teria servido, em tempos, de residência ao Príncipe Vlad Tepes (O Empalador), governador da Valáquia.

No entanto, não há nenhuma evidência de que Stoker sabia  sobre este castelo, este que tem apenas associações tangenciais com Vlad Tepes,  a inspiração suposta para Drácula. Como descoberto mais tarde pelo autor holandês Hans Corneel de Roos, a locação que Stoker tinha em mente para o Castelo do Drácula, enquanto escrevia seu romance era um topo de montanha, o Monte Izvorul Călimanului, a 2.033 m de altitude, localizado nos Alpes Kelemen, na  Transilvânia, perto da antiga fronteira com a Romênia, em 47 ° 08’03 “Norte, 25 ° 17’19″ leste.

Atualmente, o castelo abriga um museu aberto ao público, exibindo peças de arte e mobiliário colecionados pela Rainha Maria. Os turistas podem ver o interior em visitas livres ou guiadas. Ao fundo da colina situa-se um pequeno parque museu ao ar livre, o qual exibe estruturas camponesas tradicionais da Roménia, como cabanas e celeiros, representando todo o país.

 

Sobre Vlad/Drácula

Vlad Tepes - O Empalador inspiração de Stoker

Vlad era conhecido por empalar seus inimigos enquanto tomava café da manha e assistia a tudo

Uma pequena nota, se me permitem, é que acreditasse que Vlad III foi a maior inspiração de Stoker para seu personagem Drácula pois o pai de Vlad III, Vlad II, era membro de uma sociedade cristã romana (de Roma) chamada Ordem do Dragão, criada por nobres da região para defender o território da invasão dos turcos otomanos. Por isso Vlad II era chamado de Dracul (dragão), e, por conseqüência, seu filho passou a ser chamado Draculea (filho do dragão) – a terminação “ea” significa filho. A palavra “dracul”, entretanto, possuía um segundo significado (“diabo”) que foi aplicado aos membros da família Draculea por seus inimigos e possivelmente também por camponeses supersticiosos.

Vlad III era conhecido por sua pervesidade e crueldade. Certa vez, dois súditos se esqueceram de tirar o chapéu para reverenciar sua chegada e, por causa disso, Vlad mandou pregar o chapéu em suas cabeças (TROO). Muitos desses feitos levam a crer que Vlad III é a principal inspiração para o personagem. Em uma próxima oportunidade explicarei da onde vem a questão sobre o Vampirismo, gosto por sangue e imortalidade, acreditem, Vlad Tepes tem grande parte da culpa da criação de todas essas lendas.

 

O Início

A cerca de 1212, os cavaleiros da Ordem Teutônica construíram o castelo de madeira de Dietrichstein como uma posição fortificada na região de Ţara Bârsei, à entrada do vale pelo qual os mercadores haviam viajado por mais de um milénio, embora este edifício tenha sido destruído, em 1242, durante a Invasão mongol da Europa.

Castelo de Bran

Castelo de Bran no Inverno

O primeiro documento que menciona o Castelo de Bran é um acto emitido por Luís I da Hungria, datado de 19 de Novembro de 1377, pelo qual o rei concedia aos saxões de Kronstadt (Braşov) o privilégio de construir a cidadela de pedra; a instalação de Bran começou a desenvolver-se na vizinhança. O castelo começou por ser usado na defesa contra o Império Otomano em 1378, e mais tarde tornou-se um posto aduaneiro no passo de montanha entre a Transilvânia e a Valáquia. O castelo pertenceu, por um curto período, a Mircea I da Valáquia. O príncipe Vlad Tepes, apelidado de “o Empalador”, que serviu como inspiração histórica para o personagem principal do romance Drácula, do escritor irlandês Bram Stoker, utilizou em várias ocasiões este castelo com fins militares durante o seu reinado, no século XV. Embora Vlad Ţepeş não tenha, de facto, vivido no Castelo de Bran, acredita-se que terá passado dois dias fechado nas masmorras enquanto os otomanos controlavam a Transilvânia. A associação a este governante, aliada às suas torres pontiagudas e à sua localização remota, tem rendido fama ao castelo, uma vez que o local constitui um cenário perfeito para um filme de terror.

Castelo de Bran

Ilustração Romena

Castelo de Bran

Passagem secreta que liga o primeiro com o terceiro andar.

A partir de 1920, o castelo tornou-se numa residência real do Reino da Roménia. Foi a residência principal da Rainha Maria da Roménia, sendo amplamente decorado com artefactos da sua época, incluindo mobiliário tradicional e tapeçarias que ela coleccionou para destacar o artesanato e as habilidades romenas. À sua morte, ocorrida em 1938, o castelo foi herdado pela sua filha, a Princesa Ileana da Roménia. Em 1948, já depois do final da Segunda Guerra Mundial e da expulsão da família real da Casa de Hohenzollern-Sigmaringen, o castelo foi ocupado e nacionalizado pelo regime comunista, tendo sido transformado em museu.
Castelo de Bran, Roménia: passagem secreta ligando o primeiro andar ao terceiro.
Em 2005, o governo romeno fez passar uma lei especial que permitia a restituição dos bens ocupados pelo governo comunista em 1948, como o Castelo de Bran, aos seus legítimos proprietários. No dia 26 de Maio de 2006, a Roménia, agora um estado membro da União Europeia, devolveu a posse do castelo ao Arquiduque Dominic da Áustria, Príncipe da Toscânia, conhecido como Dominic von Habsburg, um arquitecto a residir no Estado de Nova York e filho e herdeiro da Princesa Ileana. Conforme um acordo com o Ministério da Cultura romeno, o Castelo de Bran, o segundo edifício mais visitado pelos turistas do país, logo a seguir ao Castelo de Peles, deverá conservar as funções de museu até 2009.
Em 2007, Dominic von Habsburg colocou o castelo à venda (avaliado pela revista norte-americana Forbes em cento e quarenta milhões de dólares, que o considera como o segundo imóvel mais caro do mundo à venda no mercado), pelo preço de 40 milhões de libras (78 milhões de dólares). No dia 2 de Julho de 2007, Michael Gardner, Presidente e Chefe Executivo da Baytree Capital, a firma de investimento nova-iorquina escolhida para criar um plano para o castelo e vendê-lo, previu que poderia vendê-lo por mais de 135 milhões de dólares, mas acrescentou que Dominic von Habsburg só o venderia a um comprador “que trate a propriedade e a sua história com o respeito apropriado”.
Em Setembro de 2007, um comité de investigação do Parlamento da Roménia declarou que a devolução do castelo a Dominic von Habsburg era ilegal, uma vez que violava o direito romeno de propriedade e sucessão. No entanto, em Outubro do mesmo ano, o Tribunal Constitucional da Roménia rejeitou a petição parlamentar na matéria. Adicionalmente, uma comissão de investigação do governo romeno emitiu uma decisão, em Dezembro, reafirmando a validade e legalidade dos procedimentos de restituição, confirmando que a devolução era feita em total conformidade com a lei.

Para os interessados em ter um castelo famoso por suas lendas e um de seus donos, o castelo ainda está a venda!

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